A Banda Redonda é um dos blocos de carnaval mais antigos e tradicionais de São Paulo, com uma história rica que remonta à década de 1970. Fundada em 12 de janeiro de 1974 por um grupo de artistas, jornalistas e intelectuais, a Banda Redonda surgiu como uma forma de resistência cultural durante o período da ditadura militar no Brasil[1][4].
O bloco foi criado por Carlos Costa, conhecido como "Seu Carlão" ou "General da Banda", em parceria com o dramaturgo Plínio Marcos. A Banda Redonda é, na verdade, uma evolução da "Bandalha", criada em 1972, que teve problemas com a prefeitura e deu lugar à Redonda dois anos depois[1].
Características e tradições:
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Desfile: A Banda Redonda tradicionalmente desfila na segunda-feira que antecede o Carnaval[5][6].
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Localização: O bloco geralmente se concentra na Rua Theodoro Baima, no centro de São Paulo, e percorre ruas importantes da região central, como a Rua da Consolação, Avenida São João e Avenida Ipiranga[5].
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Estilo musical: A Banda Redonda é conhecida por tocar marchinhas tradicionais de carnaval, frevos e sambas antigos[5].
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Público: O bloco atrai cerca de 4.000 pessoas em seus desfiles[5].
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Inclusão: A Banda Redonda foi uma das primeiras a abraçar a comunidade LGBTQIAPN+ em seus desfiles, mantendo essa tradição até hoje[10].
Impacto cultural:
A Banda Redonda desempenhou um papel importante na preservação e revitalização do carnaval de rua em São Paulo. Durante os anos de repressão militar, o bloco representava um espaço de liberdade e expressão artística[1][4].
O bloco é conhecido por reunir artistas consagrados do teatro, cinema e televisão, que se misturam com o público geral. Figuras como Germano Mathias, João Pedro, Renato Borghi, Sonia Guedes e o médico Drauzio Varela já participaram dos desfiles[5].
Datas importantes:
- 1972: Criação da Bandalha, precursora da Banda Redonda
- 12 de janeiro de 1974: Fundação oficial da Banda Redonda
- 2014: Comemoração de 40 anos de existência[1]
- 2024: Celebração do 50º aniversário do bloco[10]
A Banda Redonda continua sendo uma parte vital do carnaval paulistano, mantendo viva a tradição do carnaval de rua e atraindo milhares de foliões a cada ano. Seu compromisso com a inclusão e a preservação da cultura carnavalesca faz dela um dos blocos mais respeitados e queridos da cidade.
Fontes:
[1] https://imprensa.spturis.com/saiu-na-midia/banda-redonda-mais-antiga-carnaval-paulistano-comemora-40-anos
[2] https://www.uparty.mx/post/la-m%C3%BAsica-de-banda-y-sus-tradiciones
[3] https://capital.sp.gov.br/web/cultura/w/noticias/13894
[4] https://memorialdaresistenciasp.org.br/lugares/bar-redondo/
[5] https://todospelocentro.prefeitura.sp.gov.br/eventos/carnaval-de-rua-abasp-no-centro-de-sao-paulo
[6] https://noticias.uol.com.br/carnaval/2019/noticias/redacao/2019/02/26/primeira-a-abracar-lgbts-banda-redonda-celebra-45-anos-embaixo-de-chuva.htm
[7] https://repositorio.uasb.edu.ec/bitstream/10644/7138/1/SM273-Puchaicela-El%20valor.pdf
[8] https://capital.sp.gov.br/web/comunicacao/w/noticias/110411
[9] https://www.tvgazeta.com.br/videos/carlos-costa-e-o-general-da-banda-redonda/
[10] https://www.gov.br/funarte/pt-br/assuntos/noticias/todas-noticias/banda-redonda-comemora-50-anos-no-carnaval-paulistano