## História do bloco
Nascido como projeto musical de Rabi Batukeiro - percussionista com formação em capoeira e ritmos africanos - o bloco surgiu da fusão entre toques sagrados de orixás e padrões rítmicos contemporâneos[1][7]. Seu nome ("É Di Santo", grafado propositalmente na fonética do português oral dos terreiros) afirma a conexão com as religiões afro-brasileiras: 70% dos integrantes são praticantes de umbanda ou candomblé[1][6].
Desde 2018, conta com apoio do programa Fomento à Periferia da Prefeitura de São Paulo, permitindo profissionalizar sua estrutura com figurinos assinados por Dete Lima (do Ilê Aiyê baiano) e tambores personalizados[1][4].
## Características
Musicalidade:
- Fusão de samba-reggae, ijexá, maracatu e cabula
- Repertório autoral com letras que exaltam orixás e empoderamento negro
- Bateria formada majoritariamente por mulheres[2][6]
Elementos cênicos:
- Cores oficiais: amarelo (Oxum) e branco (Oxalá)
- Figurinos com estampas africanas e adereços sagrados
- Performance integrada entre dançarinos(as) e bateria[1][4]
Temáticas anuais:
Desenvolvidas coletivamente durante ensaios, abordam questões como:
- "Macumbarias Femininas" (2024) - combate à intolerância religiosa
- "Minha Fé, Meus Orixás" (2018) - celebração das divindades africanas[1][6]
## Impacto social
O bloco atua como polo cultural permanente no Jardim São Luís através de:
- Oficinas gratuitas de percussão para crianças e adolescentes
- Parceria com a Casa de Cultura M'Boi Mirim para eventos durante todo ano
- Inclusão de pessoas com deficiência em sua formação musical[1][3]
Estudo acadêmico da USP destacou seu papel na construção da identidade negra periférica, sendo classificado como "espaço de contra-narrativa ao racismo estrutural"[3][8].
## Logística dos desfiles
Local tradicional:
Concentração na Casa de Cultura M'Boi Mirim (Av. Inácio Dias da Silva), seguindo por ruas do Piraporinha em cortejo de aproximadamente 2h[1][6][9].
Data:
Costuma desfilar na segunda-feira de carnaval, mantendo tradição mesmo quando o feriado oficial muda[6][9].
### Fontes:
[1] https://www.brasildefato.com.br/2024/02/13/bloco-afro-e-di-santo-diverte-e-traz-mensagem-a-folioes-em-desfile-de-carnaval-nas-ruas-de-sao-paulo
[2] https://www.elchoq.com.br/2018/09/bloco-afro-e-di-santo.html
[3] https://celacc.eca.usp.br/sites/default/files/media/tcc/2024/07/celacc_artigo_wallace-de-jesus_publicacao.pdf
[4] https://www.fabricasdecultura.org.br/programacao-cultural/bloco-afro-e-di-santo-2024/
[5] https://www.blocosderua.com/blocos/afro-e-di-santo/
[6] https://ponte.org/bloco-afro-e-di-santo-homenageia-os-orixas-na-periferia-de-sp/
[7] http://www.afreaka.com.br/notas/afro-e-di-santo-o-cortejo-afro-que-vem-da-zona-sul-de-sao-paulo/
[8] https://celacc.eca.usp.br/pt-br/tcc_celacc/bloco-afro-di-santo-identificacao-pertencimento-etnico-racial
[9] https://ocalendar.io/event/bloco-afro-e-di-santo-2025
[10] https://cbn.globoradio.globo.com/media/audio/291962/bloco-afro-e-di-santo-surgiu-com-projeto-para-faze.htm