O Bloco 'Zona Mental': Uma Jornada Cultural e Social no Rio de Janeiro
No cenário vibrante do Carnaval carioca, um bloco específico se destaca pela sua abordagem inovadora e impactante: o Bloco 'Zona Mental'. Fundado em 2014, este grupo é uma iniciativa artística e cultural que surgiu a partir da parceria com grupos de pesquisa da Universidade Federal do Espírito Santo (UFES) e o Departamento de Serviço Social (DSS) e Departamento de Terapia Ocupacional (DTO), respectivamente[3].
História e Contexto
O Bloco 'Zona Mental' nasceu como um movimento social independente, com o objetivo de promover a reabilitação psicossocial e a dignidade humana por meio da folia. Sua origem está intimamente ligada à luta antimanicomial e à defesa do Sistema Único de Saúde (SUS). Em 2022, o bloco foi fortalecido com a parceria com os grupos de pesquisa mencionados, o que permitiu uma abordagem mais ampla e inclusiva[3].
Fundadores e Personagens Importantes
O Bloco 'Zona Mental' é liderado por duas coordenadoras que têm sido fundamentais para seu sucesso: Adriana Leão, professora do DTO, e Fabíola Xavier, professora do DSS. Essas lideranças têm sido essenciais para garantir que as pautas importantes, como a defesa do SUS público e gratuito e da Rede de Atenção Psicossocial (RAPS), sejam levadas para toda a sociedade de forma lúdica, criativa e inventiva[3].
Identidade Musical
O estilo musical característico do Bloco 'Zona Mental' é uma combinação de paródias com letras autorais, atualmente com mais de 30 composições. O repertório aborda temas centrais relacionados à saúde mental e à luta antimanicomial. Músicas como "Eu sou maluca, eu sou doidona, eu tô na luta por um SUS que funciona" são exemplos das letras que entoam as marchinhas do bloco[3].
Tradições e Rituals
Os abadás utilizados pelas pessoas envolvidas no Bloco são confeccionados por usuários dos Centros de Atenção Psicossocial (CAPS), para onde são destinados os recursos arrecadados com as vendas. Isso promove a geração de renda de pessoas com transtorno mental, tornando o bloco uma iniciativa que não apenas celebra, mas também trabalha pela inclusão e dignidade das pessoas envolvidas[3].
Território e Pertencimento
O Bloco 'Zona Mental' desfila anualmente no Sambão do Povo, na sexta-feira dia 2 de fevereiro, abrindo o carnaval oficial de Vitória. A concentração dos integrantes inicia às 19 horas, e a passagem do bloco antecede os desfiles das escolas de samba do Espírito Santo[3].
Evolução e Marcos Históricos
Desde sua fundação em 2014, o Bloco 'Zona Mental' tem evoluído significativamente. Em 2022, a parceria com os grupos de pesquisa fortaleceu sua presença cultural. Em 2023, o bloco levou 420 pessoas para a avenida e está aguardando um público ainda maior este ano. O documentário produzido após o desfile de 2023 traz relatos de pessoas que participaram do bloco e apresenta mensagens sobre a luta antimanicomial[3].
Impacto Cultural
O Bloco 'Zona Mental' tem influenciado significativamente a cena cultural do Rio de Janeiro. Sua abordagem inovadora em relação à saúde mental e à defesa do SUS tem chamado a atenção do público, promovendo uma discussão mais ampla sobre esses temas. A interação com a comunidade local é fundamental, pois o bloco não apenas celebra, mas também trabalha pela inclusão e dignidade das pessoas envolvidas[3].
Estrutura Atual
O bloco é uma iniciativa artística e cultural que envolve usuários, familiares e trabalhadores do SUS, principalmente aqueles ligados aos CAPS dos municípios capixabas. A organização interna